
domingo, 8 de Novembro de 2009
olha que este post tem bolinha...

sábado, 7 de Novembro de 2009
o direito ao voto revisto pel'A Conspiração
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
felicidade triste
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
d'a arte de ser português

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
o admirável mundo wordle
domingo, 1 de Novembro de 2009
sábado, 31 de Outubro de 2009
experiências...
- quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
a nova comunicação: de linear a hipertextual
Hoje falo sobre um dos novos paradigmas da comunicação: "de linear, a comunicação passou a ser hipertextual". Mas antes, explico o porquê deste exercício.
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Estou neste momento numa aula de Nuevos Medios, que faz parte do Mestrado em Comunicação Política e Corporativa (MCPC), da Universidade de Navarra, onde curso. O Professor desta cadeira é argentino, chama-se José Luis Orihuela, e a sua proposta é que façamos um pequeno ensaio sobre um dos novos paradigmas da comunicação (link). É, pois, disto que este post se trata.
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"De linear, a comunicação passou a ser hipertextual", diz o autor. Como vemos na maior parte dos textos publicados em páginas web, o hyperlink está na moda. Tradicionalmente (nos livros, jornais, revistas...), o texto é uma sequência de palavras e ideias meticulosamente construídas, de uma forma linear e que tenta ser coerente. No entanto, não é assim que funciona a nossa mente. Basta repararmos nas conversas mais descontraídas que temos com os nossos amigos, em que saltamos de assunto para assunto sem esgotar os temas nem chegar a conclusão alguma. Ao conversarmos, estamos constantemente a "hiperlinkar".
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Há quem diga que Francis Bacon não tinha jeito para escrever, só para pensar; e se ninguém o disse, digo-o eu, porque é especulável e neste momento dá-me jeito. Explico-me. Não há qualquer dúvida que algumas das passagens literárias mais bonitas da Filosofia Política são da autoria de Bacon, autor que tinha uma habilidade enorme para produzir belas metáforas e assim ilustrar melhor o seu pensamento filosófico, usando os mais diversos recursos estilísticos com um fino sentido poético. Mas, na realidade, não sabemos se Bacon escrevia bem ou mal, porque pouco ou nada se conhece de escrito pelo seu próprio punho: era um secretário que anotava tudo, enquanto Francis dava voltas pelo jardim, soltando ideias para a atmosfera. Vidas boas...
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O que quero provar com este exemplo de há quatro séculos atrás é que não é necessária a velha forma de tecer um texto (porque um texto é um tecido) para sermos geniais. Basta escrevermos como pensamos, e hoje a internet permite-nos tal aventura. Mas... como nos ensina a sabedoria popular, "não há bela sem senão", e toda a aventura comporta riscos.
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O que é a comunicação hipertextual? É simplesmente poder escrever um texto e ligá-lo a qualquer outro texto, som, vídeo ou imagem que esteja disponível na Internet. Mas este modelo exige novas destrezas, quer para quem escreve, quer para quem lê. Para quem escreve, há que aprender a articular o texto com ideias, citações e links pertinentes, que possibilite ao leitor uma consulta fácil, mas ao mesmo tempo tentar que o texto escrito não perca a sua unidade. Para quem lê, é necessário um esforço maior para chegar ao fim, como aliás nota J.L.O. no seu texto.
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O grande risco da comunicação hipertextual é que, ao olhar para um texto assim, a coerência do tecido pode perder-se pelo caminho. Se me leu até aqui sem se perder pelos links que pus pelo caminho, autênticas armadilhas para o mais incauto, então muitos parabéns! Está preparado para enfrentar a comunicação do século XXI.
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quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
casa de pedra
Recuso o chocolate,
triste gula,
ilusão de ti.
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Prefiro a realidade
complicada e dura;
meu coração é aí.
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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
cuidado com a universidade que escolhes
sábado, 5 de Setembro de 2009
nesta Lisboa que eu amo...
Sou humilde, sou assim...! Ocupo tão pouco espaço que... caibo dentro de mim.
José Viana (1922-2003), grande actor e pintor. Aqui, na saudosa "Grande Noite" de Filipe la Féria, em 1990.
quarta-feira, 29 de Julho de 2009
o abstencionista
sábado, 18 de Julho de 2009
as circunstâncias, iludem

Visto à luz do sol
é apenas mais um insecto
o pirilampo
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in "O gosto solitário do orvalho", de Matsuo Bashô (1644-1694)
terça-feira, 14 de Julho de 2009
solo se vive una vez

sexta-feira, 3 de Julho de 2009
três autores, três apontamentos sobre a democracia
quarta-feira, 1 de Julho de 2009
uma oportunidade para compreender os nossos jovens
"Hunter x Hunter" é um anime que vale a pena conhecer. A exibição do primeiro episódio data de 1999 e baseia-se na história manga que continua hoje a ser calmamente escrita pelo seu autor de sempre, Yoshihiro Togashi. (Nota: por manga entenda-se a banda desenhada japonesa e por anime, os respectivos desenhos animados na TV.)segunda-feira, 29 de Junho de 2009
pela ética da convicção, contra o voto útil


A dificuldade de muitas das nossas decisões não está em optar entre o bem e o mal, mas entre o ideal e o pragmático, o sentimento e a razão, a convicção e a responsabilidade. Este dilema ético acompanha qualquer pessoa nas suas escolhas ao longo da vida. Como deve ser a minha conduta? A minha ética é a da convicção ou a da responsabilidade? Umas vezes uma, outras vezes outra? Tentar arranjar um equilíbrio entre ambas, tal como sugere Max Weber, não será contaminar a pureza da ética da convicção e torná-la sempre, inevitavelmente, numa ética da responsabilidade?
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Lembro que José Sócrates, na práctica do auto-elogio em que recorre, disse que decidira que o Tratado de Lisboa não iria a referendo em Portugal por uma questão de ética da responsabilidade. Ou seja, para quem crê no valor da democracia ou no valor de honrar a palavra dada na campanha eleitoral, o sr engenhoso preferiu iludir esses valores a arriscar-se a ver o seu Tratado chumbado em referendo. Assim, sou pela ética da convicção em tudo, o mais possível, sem qualquer concessão e defendendo só aquilo em que acredito. Considero até um pouco descabido chamar "ética" à segunda hipótese. É por exemplo pela ética da convicção que desprezo qualquer apelo ao voto útil que façam os dois partidos do poder, ou os cinco da assembleia. Se nalgum deles votar, nunca será por esse repelente argumento, mas pelas suas propostas, ideologias (porque ainda as há), e pessoas. Pode-se dizer que, quem concorda mais com um partido numas eleições e vota noutro porque pensa ser mais útil assim, está-se alinhando por uma ética da responsabilidade (nada a fazer, a designação do Weber é mesmo esta...).
Defender a ética da convicção é proteger a pureza da verdade a todo o custo, numa atitude próxima do irrepreensível. O protagonista deste filme podia ter-se casado com a mulher que amava, ter-se livrado do fidagal inimigo, e ter-se tornado no seguinte Rei de Jerusalém, mantendo uma amigável paz com Saladino, e tudo isto se tivesse dito um simples "sim" ao seu rei. Mas preferiu dizer "não", apenas porque não concordou com o método traiçoeiro de afastar o seu pior inimigo para resolver todos os seus problemas e os do reino. É por isso que considero Balian um dos mais virtuosos heróis que o cinema produziu nos últimos tempos. E se alguém pensa que Balian escolheu a solução que lhe dava menos problemas, está redondamente enganado. Desde quando é que agir conforme a consciência é o caminho mais fácil?
sexta-feira, 26 de Junho de 2009
prémio lemniscata

Michael Jackson (1958-2009)
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Have you seen my Childhood?
I'm searching for the world that I come from
'Cause I've been looking around
In the lost and found of my heart...
No one understands me
They view it as such strange eccentricities...
'Cause I keep kidding around
Like a child, but pardon me...
-
People say I'm not okay
'Cause I love such elementary things...
It's been my fate to compensate,
for the Childhood
I've never known...
-
Have you seen my Childhood?
I'm searching for that wonder in my youth
Like pirates in adventurous dreams,
Of conquest and kings on the throne...
-
Before you judge me, try hard to love me,
Look within your heart then ask,
Have you seen my Childhood?
-
People say I'm strange that way
'Cause I love such elementary things,
It's been my fate to compensate,
for the Childhood I've never known...
-
Have you seen my Childhood?
I'm searching for that wonder in my youth
Like fantastical stories to share
The dreams I would dare, watch me fly...
-
Before you judge me, try hard to love me.
The painful youth I've had
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Have you seen my Childhood...
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
onde nasce o Fado

segunda-feira, 15 de Junho de 2009
poesia chinesa de intervenção
As famílias, quando uma criança nasce,querem que ela seja inteligente.
Eu, que pela inteligência
me tenho prejudicado a vida toda,
apenas espero que a criança seja
ignorante e estúpida.
Assim, ela terá uma vida tranquila
e será um Ministro com gabinete.
-tradução livre a partir de Su Shi, poeta chinês (1036-1101)
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o valor que uma marcha tem
A Marcha do Castelo ganhou o concurso das marchas populares de Lisboa 2009, partilhando o primeiro lugar com Alfama. Ao primeiro lugar geral do Castelo, juntam-se os prémios de Melhor Coreografia, Melhor Cenografia e Melhor Figurino.
Neste pequeno grande bairro de Lisboa, os dias viveram-se com muita intensidade. Se os treinos da marcha começaram em meados de Abril com um ritmo de 6 a 8 horas de treino por cada semana, também é verdade que o tema, as músicas, os fatos, os arcos, os patrocínios e todo um planeamento logístico foram imaginados com ainda maior antecedência.
O resultado final que se viu nos 20 minutos de Pavilhão Atlântico no dia 7 de Junho, ou nos 7 minutos de Avenida da Liberdade na noite de 12 de Junho, é o fruto de um grande trabalho que envolve muito mais pessoas que aqueles cerca de 70 que têm a honra e responsabilidade de marchar. Aparecem os 24 pares de marchantes, um par de mascotes, uma madrinha e um padrinho (este ano, a Chiquita e o Joaquim Bastinhas), os suplentes, os doze músicos da banda, os aguadeiros, o porta-estandarte (Sr. Farra, marchante desde 1958), a ensaiadora Maria João Reis. Mas ainda há a Comissão Organizadora (Pedro e Ana Fonseca), a figurinista Rita Álvares Pereira, os cenógrafos Sr. José Ferrão e Sr. João Dourado; há os patrocinadores, há as claques, há os antigos marchantes que dão força aos novos, dando dicas e contando histórias, peripécias...
Antes de ir para o Pavilhão Atlântico ou para a Avenida, a Marcha do Castelo desfila pelas ruas do bairro, entoando os hinos que muitos conhecem. Aparece toda a vizinhança à janela ou às varandas, os que ainda podem descem à rua, marcham, cantam e batem palmas, todos dão ânimo àqueles que vão representar o seu bairro nas festas do Santo António.
Numa rua apertada do Castelo, estranha-se o pingo de chuva que consegue atravessar os quase unidos telhados que encimam as estreitas margens da viela. Olhando melhor, o céu afinal está limpo e a gota não era de chuva, mas a lágrima de uma velhinha debruçada na sua varanda, emocionada talvez pela sua juventude de outrora, de outros dias e de outras marchas...
- Adeus, adeus! O Castelo é que é...! Boa sorte, força!
São Jorge, Santiago, Santo António, São Vicente, Nossa Senhora, a Santa Cruz, o Espírito Santo... tantos são os santos que apadroam o Castelo, que marchar é quase uma fé. As amizades crescem, os amores também. Há espírito de grupo e alterna-se a chinela com o salto alto, conforme a situação, a gente é versátil e sabe sê-lo em cada circunstância. O bairrismo é intenso, os segredos são escrupulosamente respeitados para que a espionagem de outros bairros não surta efeito. As rivalidades são essencialmente regionais: Alfama com o Castelo e a Mouraria; a Bica com o Bairro Alto e a Madragoa; Santa Engrácia com São Vicente; Marvila e o Beato; Carnide e Lumiar... são rivalidades a maior parte do tempo saudáveis, mas também podem dar pancadaria, sabotagens, e outras partidas que, no fim de contas, rimo-nos todos juntos delas. Com um copo tudo se aviva, com outro copo tudo passa.
O concurso das marchas começou em 1932, e foi uma das poucas heranças do Estado Novo que, felizmente, ninguém teve o desplante de com ela acabar ou desacreditar. O apoio da Câmara Municipal de Lisboa é, aliás, e como sempre tem sido, muito importante para a realização destas festas que têm os seus pontos altos nos casamentos de Santo António e nas marcha populares. As marchas envolvem muita gente que, agora só contando com os que trabalham directamente para as marchas, somando os 20 bairros mais as marchas dos Mercados e a da Voz do Operário, estimam-se que sejam pelos menos 2500 pessoas. O bairrismo é cidadania, é amor pela cidade, é companheirismo, é mostra de talentos, e é um excelente cartão de visita oferecido aos turistas.
Entristecem-me aqueles snobs que têm a mania de desdenhar tudo o que lhes cheira a popularucho, que escrevem e ridicularizam tudo aquilo a que gostam de chamar "baixa cultura". Comparam as marchas populares com o Carnaval do Rio e ainda dizem que o que é nosso é pior. Mas faz-lhes falta entrar numa marcha ou acompanhá-la de perto, porque ainda não perceberam como isto é importante para os lisboetas, tão único como o fado. Não compreendem as lágrimas da senhora debruçada na varanda do Castelo, nem se esforçam por o fazer, porque simplesmente não lhes interessa. Dizem que é "baixa cultura", acham que não é chic nem intelectual, e viram-se para os clássicos da literatura e da filosofia, pois só com estes se querem comover, esquecendo-se que todos os grandes clássicos só o são porque têm a virtude de ler tão bem a natureza humana, aquela natureza que desprezam na velhinha do Castelo.
A noite do 12 de Junho passou-se à espera dos resultados do júri até de madrugada. Entre sardinhas, febras e sangria, só as anedotas e imitações da cantadeira Emília encurtaram um pouco a espera e a ansiedade. Bateram as 6 da manhã, e com elas batemos tachos e tambores cantando a alvorada que acordou o Castelo em festa. Outra vez se povoaram as janelas, as varandas, muitos não acreditavam que, passados vinte e um anos, a sua marcha tinha ganho novamente.
- E é e é e é... o Castelo é que é!
Juntavam-se à fanfarra as mulheres de roupão, marchando e cantando connosco pelas ruas fora. Depois de uma longa directa, a festa ainda durou umas 3 horas, e só nos deitámos porque no outro dia tinhamos nova actuação na Arruda dos Vinhos.
- A minha marcha é linda!
Uma marcha não tem valor. Pode-se até fazer o cálculo económico das despesas, mas isso nada significa ao lado do valor sentimental e simbólico que tem para o bairro. A marcha não é só dos marchantes e da comissão, é dos reformados que fazem os arcos e os altares, é das costureiras que tiram medidas e executam os fatos imaginados pela figurinista. É do clube e das pessoas que contribuem com as mais variadas iguarias que nos dão força para marchar. É dos cafés, restaurantes, lojas e empresas de bairro que nos patrocinam quase todos. É de todos os moradores e ex-moradores que vibram com o bairro. É daqueles que nunca lá moraram, mas que se sentem de lá, de coração. E é de Lisboa inteira, até das outras marchas que nos dão luta para fazermos mais e melhor. É de Santo António.
Já a meio da manhã, entre danças abraços e beijos, todos se congratulavam. Demoraram-se as despedidas. "Gravaste as marchas na SIC?" "Sim, sim! Amanhã compra também o Correio da Manhã, que saimos lá!" O Castelo velhinho que é a coroa desta Lisboa sem par, como cantou Amália, está orgulhoso do seu trono, 21 anos depois. E tal como doutras vezes que ganhámos, desta nunca mais nos esqueceremos.
domingo, 7 de Junho de 2009
4 minutos e 33 segundos de reflexão
sexta-feira, 5 de Junho de 2009
os patriotas da língua que afinal são só garganta
terça-feira, 2 de Junho de 2009
o fado tem futuro na Carminho
Antes de ontem fui com um amigo à FNAC ver se arranjava o tão esperado CD da Carminho - Fado. Já a ouvi ao vivo, alia ao seu jeito puro de fadista uma voz poderosa mas bela. Procurei, nem nos tops nem nas prateleiras estava, perguntei à menina que avisou:
- Só a partir de amanhã, que é o dia do lançamento.
Ah bom. Voltei a tentar ontem, passei no Corte Inglês com outro amigo, eram aí umas 4 da tarde.
- O CD da Carminho? Desculpe, já esgotou.
Como vale a pena, hoje saí de casa apostado em encontrar uma loja que ainda tivesse o seu primeiro CD, mas a meio do caminho dei conta que me tinha esquecido da carteira em casa.
E enquanto não resolvo esta faena, tenho ao menos o consolo de já se poderem ouvir dois dos novos fados desta mui promissora Carminho no youtube, em videoclips realizados por João Botelho, seu admirador. Eis "A Bia da Mouraria", da Carminho Rebelo de Andrade.
segunda-feira, 1 de Junho de 2009
fontes de sabedoria
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Feria de San Juan - Badajoz

Está fechado o cartel para a feira de San Juan de Badajoz e, como é costume, são grandes os nomes que por lá vão passar. De sábado 20 de Junho a quarta-feira dia 24, o cartel é o seguinte:
Dia 21 - 6 touros de Jandilla, para El Fundi, José Tomás e Miguel Ángel Perera, este último da casa. Para além do veterano Fundi, as atenções estarão postas em José Tomás e em Perera, talvez os dois matadores mais credenciados da temporada presente e da última. Se os touros colaborarem, tê-los no mesmo dia será um privilégio para os olhos.os portugueses emigrados são os que se ficaram
-terça-feira, 26 de Maio de 2009
Lisboa é uma festa!
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Letra de: José Reza e Joaquim Isqueiro
Música de: José Reza
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No céu bailam gaivotas
Por cima de uma canoa
O Castelo abre as portas
É sempre festa em Lisboa
E Amália tão bem cantou
No fado nossa cidade
E o até Tejo marchou
Ao descer a Liberdade
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Vem daí menina
Tua marcha é esta
Num balão acesso
Lisboa é uma festa
Vem daí rapaz
Não marches à toa
E traz um amigo
Que queira contigo
Abraçar Lisboa
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Há um palco em cada rua
Onde o povo é sempre artista
Lisboa é uma festa
Cantada numa Revista
Se Amália cá estivesse
Marchava na Avenida
Pois o povo não a esquece
Sua voz nunca é esquecida
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REFRÃO
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Lisboa lembra o passado
Há festa cheira à sardinha
Faz reviver o Chiado
E a minha alma alfacinha
Lisboa de antigamente
Onde Amália era rainha
Cantando p'ra toda a gente
Num arraial à noitinha
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
os dois noivos que a vida separou
Galiza, Catalunha, Navarra, Andaluzia, Bascos, Levantinos, ao correr da história, pouco mais do que escravos de escravos: porque escravidão, no fim de contas, pelo que respeita a degradação humana, age para os dois lados, para o lado do opressor e para o lado do oprimido. Com uma grande vantagem a favor das regiões periféricas: é que, vencidas, jamais se submeteram; e, no momento oportuno, se poderão comportar como nações livres [livres, do centralismo castelhano] que jamais renegaram a sua liberdade e jamais, abandonando seus mortos, desistiram da luta.E aqui, ao que me parece, se insere a grande façanha de Portugal. O que Portugal fez de maior no mundo não foi nem o descobrimento, nem a conquista, nem a formação de nações ultramarinas: foi o ter resistido a Castela. O ter mantido, através de sangue e fogo, o princípio de independência dos territórios periféricos. E o ter mostrado, naquilo que cabia em suas forças, e mais do que isso, porque verdadeira história só se faz assim, naquilo que estava muito para além de suas forças, de que modo uma Espanha [em sentido amplo, de Península] livre e convivente poderia ter transformado a face do mundo.
[...]
Por ter garantido a possibilidade, pelo menos em amostra, de arquitectar o que teria sido um universo verdadeiramente católico, vejo eu Aljubarrota como a maior batalha da história, a par daquela outra em que Constantino venceu Justiniano. Não apenas por isso, no entanto. Mas igualmente porque é só em Portugal que as outras nações da Península podem ver uma esperança e um ponto de apoio para uma futura liberdade.
[...]
Só que, por fatalidade, e logo desde o começo, faltou a Portugal, para uma plena acção, a companhia e a integração de seu complemento natural para os lados do Norte.
[...]
Mas tempo vem, atrás de tempo; se há «talvez» para o passado da História, há «talvez» igualmente para o futuro da História; pode ser que um dia a reintegração da Península em si mesma, na sua liberdade essencial, se faça através da reunião de Portugal e de Galiza. Dos dois noivos que a vida separou.
in "Reflexão à margem da literatura portuguesa", de Agostinho da Silva
quarta-feira, 20 de Maio de 2009
lembrando "Bruddah IZ"
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terça-feira, 19 de Maio de 2009
educação sexual nas escolas, não!
Se é dos que acham que os pais não sabem educar os filhos nem sabem fazer boas escolhas, se considera que deve ser o Estado a tratar de tudo, se é pela educação sexual obrigatória nas escolas (públicas, e também privadas, já agora!)... então este vídeo é para si. Gravada por uma aluna de 12/13 anos em Espinho, esta singela demonstração diz tudo.
quinta-feira, 14 de Maio de 2009
prémio rosa murcha - I
terça-feira, 12 de Maio de 2009
a criminalidade e os bairros sociais em análise
sexta-feira, 8 de Maio de 2009
muito antes de Galileu, houve um Chang Heng

terça-feira, 5 de Maio de 2009
vox populi - IV
segunda-feira, 4 de Maio de 2009
como morre um bravo

Ceferino Giménez Malla foi domador de cavalos e cesteiro (fazia cestos artesanalmente), era espanhol, leigo da Ordem Franciscana Secular, e casado com a sua prima direita Teresa Giménez. Com 75 anos de idade, morreu fuzilado em plena guerra civil espanhola, em 1936, por tentar proteger um sacerdote que estava sendo ferozmente espancado por milicianos republicanos – rojos. Dizem os relatos que El Pelé, como era chamado, morreu de rosário na mão gritando: "Viva Cristo Rei!". Este acto de heroísmo é apenas uma amostra da vida santa que El Pelé levou. Por isso, este mártir foi beatificado por João Paulo II faz hoje 12 anos.
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Dedico este pequeno postal biográfico a todos aqueles que dizem que não são racistas, a menos que se fale de ciganos. É que o bravo São Ceferino era cigano com muita honra em sê-lo, procurando sempre todos os pretextos para estabelecer pontes entre as nossas culturas.
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São Ceferino, rogai por nós!
quinta-feira, 30 de Abril de 2009
algumas virtudes d'um chefe de família
Passo quase todo o dia fora de casa, ocupado em assuntos alheios, e o resto do tempo passo-o com a família, por isso que o tempo que fica para mim, isto é, para a correspondência, é nenhum.sábado, 25 de Abril de 2009
flores alfacinhas

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sexta-feira, 24 de Abril de 2009
a história do Fado na Mouraria
Tia Macheta (canta Berta Cardoso)
O amante não aparecera,
Triste Severa,
Sempre fiel,
Chamou a tia Macheta,
Velha alcoveta,
P’ra saber dele.
A velha pegou nas cartas
Sebentas fartas
De mãos tão sujas
E antes de as embaralhar
Pôs-se a grasnar
Como as corujas.
Ele não vem, minha filha,
di-lo a espadilha,
há maus agoiros.
Há também uma viagem,
Um personagem
A dama d’oiros.
Este conde é o meu fraco,
Tome um pataco
Tia Macheta.
A velha guardou as cartas
De sebo fartas
Sob a roupeta.
Caíram três badaladas
Fortes, pesadas,
Três irmãs gémeas;
Cá fora nos portais frios
Cantam vadios
Feias blasfemas.
O fidalgo não voltou,
Severa o esperou
Até ser dia.
E desde essa noite, é que existe
O fado triste da Mouraria.
quarta-feira, 22 de Abril de 2009
música conspirativa
Não, este postal não é sobre o belíssimo novo tema dos Xutos&Pontapés, Sem eira nem Beira, mas até podia ser. O álbum de estreia dos Afromen chama-se "Mentalidade", e o nome diz quase tudo. Trata-se de uma sonoridade que anda entre o hip hop e o rap clássico, muito contagiante, acompanhadas de sumarentas letras de verdadeira intervenção política - principalmente ao nível da mentalidade e dos comportamentos sociais. É o som que está a dar em Angola desde Dezembro, quando o CD foi lançado, e que está chegando a Portugal apesar de ainda não constar na Fnac.
Yannick Ngombo, o vocalista e líder deste grupo, já anda nestas lides há mais de 10 anos, mas depois de viajar pelo mundo voltou a Angola com novidades para contar. Afromen põe o dedo em algumas feridas da actual sociedade angolana, e denuncia tendências viciosas que devem ser combatidades com valores como o respeito, a lealdade, a boa vizinhança, a autenticidade, a humildade, a esperança. Embora dirigida aos angolanos, a mensagem de Yannick serve que nem uma luva à sociedade portuguesa. Nesta faixa, o rapper lembra algumas virtudes do bairrismo saudável. Também na banda sonora d'a Conspiração, aqui na barra do lado, podemos escutar o grande hit de apresentação deste novo grupo a ter em conta: Afromen - 1, 2, 3.
Hoje, se o vizinho tá doente
não adianta perguntar
e dizer tem o quê?
Não vai dizer a verdade
e no coração vai dizer "seu fofoqueiro"
terça-feira, 21 de Abril de 2009
redacções de pequenino - I
Uma aventura na floresta
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quarta-feira, 15 de Abril de 2009
maio florido e formoso
Marzo ventoso
y abril aguanoso,
sacan a mayo
florido y hermoso.
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Sabedoria popular da Extremadura espanhola
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segunda-feira, 13 de Abril de 2009
ensaio para uma reabilitação da raça
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Uma das velhinhas palavras que parece estar pela hora da morte é “raça”. Pudemos diagnosticar um sintoma dessa fatalidade no ano passado, no dia de Portugal e de São Camões. No seu discurso, o Presidente da República tentou reabilitar o termo e invocou o “dia da Raça”, como outrora havia sido chamado. Todavia, ao invés de “raça” ter voltado à ribalta, todos caíram em cima do Primeiro-Damo por fruição tão reaccionária e imprópria da linguagem, tendo a expressão saído desta peripécia ainda mais escavacada.
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Por culpa de uma memória colectiva acerca da História do Racismo, da dominação e subjugação de raças por outras raças, por culpa do medo e da culpa que as gerações actuais receberam de herança pelos erros de alguns antepassados (a. de sangue ou meramente culturais), por culpa do desejo de igualdade cada vez mais impregnado no ADN das gentes modernas, por culpa de todos estes factores e mais alguns, pouca gente quer falar de “raça”. Se tiverem mesmo de falar de alguma coisa, preferem usar o termo “etnia”, que é mais virgem e não está ainda tão contaminado pela História e pelas pessoas.
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O racismo acontece porque há uma diferença de pele. Mas fará sentido falarmos de raças, se está cientificamente provado que a diferença do ADN entre dois brancos pode ser maior que a diferença entre o ADN de um branco e um preto? A cor significa pouco, à-dê-énicamente falando. E a nível de estética, há cores de pele tão belas e que não são as nossas...
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O racismo acontece também porque há uma diferença de cheiro. Mas fará sentido ter o próximo em menor conta por causa do seu odor diferente? Uma das coisas que os nórdicos notam de diferente em relação a nós, mediterrânicos, é precisamente o nosso cheiro peculiar. Os chineses também o notam, tal como notamos em relação a eles. O suor ucraniano, moldavo ou romeno, quem não estranhou a sua intensidade? E a tão conhecida catinga? E o cheiro de caril? Nós, porque somos nós, pensamos que não temos cheiro distintivo, e temos. É uma questão de educação aprendermos a conviver e a gostar destes e outros cheiros de pessoas. Amar a diferença. É o mesmo que eles fazem connosco...
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O racismo acontece por razões culturais. Mas, em Portugal? Nós, que por vocação somos um povo aberto ao mundo? Não, essa não pega. A nossa cultura existe porque nos globalizámos, mais, fomos os mentores da primeira grande globalização, e se assim não tivesse sido, a nossa cultura seria muito mais moura, inglesa, espanhola, ou americana do que é hoje. É neste espírito de abertura que podemos continuar a sobreviver como cultura.
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O racismo acontece ainda por causa de traumas históricos herdados dos nossos antepassados, tenham eles sido os dominadores, os dominados, ou simplesmente conformistas e cooperantes. Mas fará sentido guardar esta herança como barreira que nos impede de nos darmos mais e melhor uns aos outros? Ou não valerá mais a pena tê-la apenas como uma infelicidade que devemos recordar na exacta medida em que nos salvar de cometer novamente semelhantes erros?
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Os portugueses são historicamente um povo de generosidade e aventura, de qualidades humanas que nos permitiram encontrar a amizade e o amor noutras raças e culturas. Deus criou o homem, e o português criou o mulato e o mestiço – diz a anedota, como que nos caracterizando, e bem. Os portugueses têm o jeito que Eminem ou Michael Jackson não tiveram para se integrarem e para se meterem na pele do próximo. O branco Eminem, que canta, fala, veste, tudo faz para ser preto, ou Jackson que aclara a pele que tinha para tentar ser branco, nem um nem outro têm sido bem acolhidos pela sociedade. Porquê? Espera-se de um branco que saiba nascer branco e de um preto que saiba nascer preto. Se o branco se quer aproximar de preto (ou vice-versa), que o faça por amor ao próximo e ao seu modo de estar na vida, mas sem negar as suas origens.
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Há um ensinamento cristão que o português compreendeu bem ao longo da História, e que é muito valioso para este caso: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Não sou sincero no amor ao próximo se renego as minhas origens, de onde venho. Não vou ser bem sucedido naquilo que quero ser enquanto rejeitar aquilo que fui e sou. Penso que é isto que Jackson e Eminem ainda não perceberam, e que podiam aprender connosco.
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Afinal, parece que Cavaco estava certo: precisamos de um dia da raça. Contudo, tal só faz sentido se reconhecermos que a Raça Portuguesa não tem cor de pele, mas cor na alma... a cor do amor a Deus, ou pelo menos do amor ao próximo como a nós mesmos!
quinta-feira, 26 de Março de 2009
castidade, a proposta que combate a SIDA
A propósito das sábias mas "politicamente incorrectas" declarações do Papa acerca dos preservativos e da abstinência, traz-se à Conspiração este belíssimo exemplar de comunicação que é um vídeo da campanha moçambicana de prevenção contra o vírus SIDA/AIDS/HIV. É na castidade e na lealdade que está a resposta que combate a promiscuidade sexual, que é a base do vertiginoso aumento do contágio de SIDA em África e, cada vez mais, na Europa. Não conheço uma campanha publicitária de preservativos (Control, Durex, etc.) que desincentive esta mesma promiscuidade sexual. Zero. Nenhuma! Antes pelo contrário, incentivam e contribuem na medida do possível para o crescimento deste lucrativo pântano onde chafurdam.
quarta-feira, 25 de Março de 2009
o dia da renovada esperança
-segunda-feira, 23 de Março de 2009
vox populi - III
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Que bons eram esses senhores... ensinaram-me a cozinhar e a limpar, enfim, a lida da casa, e trabalhei para eles durante 40, quase 50 anos. Uma vida! Sempre dedicada àquela família, não mais voltei à terra, nada me prendia lá, nem sequer família lá deixei. E também, quem é que era a vizinha que se ia lembrar da gaiata que em 50 anos nunca lá voltou? Nunca fiz descontos para a reforma, era feliz e despreocupada cá em Lisboa. Só que...
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O patrão morreu, e a sua senhora foi para um lar doente de alzheimer, ou lá como é que se diz. Eu também arranjei uma doença de pernas que mal me deixa andar, e por causa disso e da minha idade não arranjo trabalho em lado nenhum. Ando devagar, devagarinho, já fui operada mais que uma vez mas parece que isto da perna só fica pior. Internada no hospital ao menos tenho cama, tecto e comida. Mas acabam sempre por me dar alta...
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Os remédios que me receitam são caríssimos. Tenho de pedir na rua ou no metro mas, de tudo o que me dão, só me chega para comer ou para comprar remédios, nunca as duas coisas. Se compro remédios, passo fome; se como, não dá para os remédios.
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E depois olha, tenho de ter a perna descoberta com as cicatrizes à mostra, que é para as pessoas terem pena de mim e me darem qualquer coisinha. Eu sei que desta maneira entra pó e infecta mais, mas o que hei-de fazer? Da outra forma nem para o pão chegava... não me custa chorar assim.
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Hoje tenho 68 anos embora a minha cara diga 86. Poucas coisas me alegram, mas apesar de estar há cerca de 4 anos na rua, ainda não perdi a esperança de arranjar uma casa para trabalhar. Sei lá, por exemplo para estar na cozinha... diziam os meus senhores que eu até me desenrascava muito bem com os pitéus! Que saudades deles, foram mais que a minha família...
quinta-feira, 19 de Março de 2009
"canción tonta"







